Nunca Mais

Quem não se lembra de um dia longo de trovões
Onde as vidraças não paravam de chorar em prantos vãos?
Quem não se esquece dessa dor sou eu
A dor de nunca esquecer o toque da luz ao por do sol
Não quero nem saber, acendo um cigarrinho para pensar
Que meu passado foi pra nunca mais
E que até hoje onde vou, percebo que ninguém
Vai parar para assistir
Se há uma luz quero tocar antes de nunca mais
Ir ao cinema e ver um longa sem piscar
E nas legendas entender que as histórias são iguais
Viram comédias se fosse contar
Trocando papos e risadas, no intervalo da sessão
Se há uma luz quero tocar antes de nunca mais.

(Relespública)